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Como funciona um crash test? Entenda a importância para a segurança

Uma das razões pelas quais os carros são cada vez mais seguros são os chamados crash test. Estes testes consistem em um complexo método de testagem de impactos e consequências sobre os carros e passageiros em simulações de colisões.

Durante eles, são testados diversos aspectos do impacto, em uma série de circunstâncias diferentes, através de equipamentos que vão desde câmeras posicionadas estrategicamente, até avançados bonecos de teste que geram dados para serem analisados pelos engenheiros responsáveis pelos testes.

Isso permite o desenvolvimento de carros cada vez mais preparados para sofrerem colisões com o mínimo de danos possível aos seus passageiros. Entenda como funciona o crash test, seus equipamentos, etapas e objetivos:

Bonecos de teste

O primeiro equipamento relevante para o crash test é, é claro, a “vítima”. Por sorte, a ciência é suficientemente evoluída para utilizar substitutos não orgânicos nos acidentes de teste. Tratam-se de bonecos de testes, os “dummies”, que simulam um corpo humano em peso, dimensões e articulações.

Isso permite que uma série de sensores sejam capazes de medir o que aconteceria com um corpo humano em casos de acidente. Para fins de segurança, utiliza-se um tipo padronizado de boneco de teste, o que garante que os parâmetros sejam semelhantes em todos os veículos testados.

Os bonecos são construídos a partir de materiais que simulam a fisiologia do corpo humano, desde os principais ossos – como uma coluna feita de discos de metais intercalados por discos de borracha – até os materiais mais externos, nos pontos críticos dos testes. Além disso, há bonecos de diferentes tamanhos, correspondendo a médias de características de certas idades e gêneros, em diferentes regiões do planeta. Para simular um homem adulto em testes nos EUA, por exemplo, utiliza-se um boneco de 77 quilogramas e 178 centímetros de altura.

Além da simulação fisiológica humana, um dummy ainda conta com uma série de sensores, como acelerômetros, sensores de movimento e sensores de carga. Eles são utilizados para mensurar as forças de um impacto, a reação à frenagem, os danos de peças internas do carro e etc.

Como é feito o teste?

Há diferentes tipos de testes que são realizados, simulando diferentes situações do trânsito. Um crash test pode variar em velocidade, tipo de impacto, tipo de passageiro e tipo de material no qual o carro colide, por exemplo.

Crash test como funciona
Tomando como exemplo um teste padrão a 56 quilômetros por hora, pode-se considerar dois tipos de impacto: frontal e lateral. Nos casos de impacto frontal padrão, o carro é levado a uma colisão direta com uma barreira de concreto sólida, enquanto movimenta-se a 56 km/h. O teste simula a colisão com outro carro, de mesmo peso, andando em mesma velocidade, de forma frontal.

Quando a colisão é realizada, são interpretados todos os resultados produzidos pelos sensores dos bonecos e pelo próprio estado físico deles, como busca por fraturas no “esqueleto” simulado.

Em geral, também é realizado um teste em velocidade equivalente, mas de colisão lateral. Neste caso, utiliza-se um pistão a 56 km/h que atinge a lateral do veículo, simulando uma situação em que um veículo cruza indevidamente um cruzamento e acerta o carro que está passando pelo crash test. Também são tomados os indicadores sensoriais e físicos produzidos pelos bonecos para avaliação do desempenho.

Qual o objetivo?

Embora ninguém construa um veículo na expectativa de que ele esteja envolvido em um acidente, é inevitável considerar que algumas unidades passarão por estas situações terríveis. Por isso, é necessário que o carro ofereça, aos seus passageiros, a maior chance possível de sobrevivência após um impacto.

Um crash test permite entender quão seguro é um protótipo, auxiliando na compreensão de quais mudanças são necessárias para melhorar o veículo que chegará ao público consumidor. Isso permite que os veículos sejam cada vez mais seguros, e que as normas sejam cada vez mais rigorosas para reduzir a mortalidade no trânsito.

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