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Novo Monza 2019 estreia na China e pode chegar ao Brasil em breve

As notícias ainda são poucas, mas consistentes: o Monza, que reinou no Brasil entre os anos 80 e 90 como o carro preferido de muita gente e deixou até um clube de apaixonados, o Monza Clube, está de volta – para delírio dos chineses. Isso mesmo, o novo Monza 2019 foi oficialmente lançado no Salão do Automóvel de Guangzhou, na China, e é mesmo coisa só para chinês ver.

E usar muito, conforme a disposição do fabricante local, a General Motors chinesa. Com motor 1.3 turbo, o modelo vermelho apresentado no salão foi muito bem recebido pelo público local e visitantes. Se vier a ser distribuído no Brasil, para o que ainda não há notícia confirmada, ele provavelmente ficaria numa faixa de preço entre o Cobalt e o Cruze.

Mesma plataforma do carro brasileiro

O modelo RS apresentado tem comprimento de 4,63 metros e visual bastante agressivo na dianteira, onde os faróis ficam integrados à grade frontal cromada, com tomada de ar inferior também em destaque. É um modelo que agrada ao visual. Seus 4,63 de comprimento lhe dão ligeira vantagem em tamanho ao Cobalt, que possui 4,48 metros, mas inferior aos 4,66 metros de comprimento do Cruze. Ou seja, está bem entre ambos estes modelos fabricados no Brasil.

A semelhança de comprimento com o Cruze tem suas razões bem claras: ambos são montados a partir do chassis D2XX, da própria GM. O entre-eixos dos três carros também são parecidos: 2,64 para o novo Monza 2019, 2,62 para o Cobalt e 2,70 metros para o Cruze.

Mais potência que o Cruze daqui

Isso já mostra que o carro chega com disposição para ser bem espaçoso em seu interior, batendo ligeiramente o Cobalt brasileiro, que é considerado um modelo médio bem espaçoso. Um dos itens que mais chama a atenção, segundo texto divulgado pelo Ministério da Indústria da China, é o desempenho do novo Monza 2019.

A versão RS apresentado, com motor 1.3 turbo, chega a 163 cv, o que lhe dá mais potência que o Cruze, que na versão 1.4 turbo chega a 153 cv e já é considerado por aqui um carro bem potente.

Novo Monza 2019

Ainda falta mostrar o modelo 1.0

O modelo apresentado no Salão de Guangzhou apresenta bons ares de esportividade, talvez traduzindo que é isso exatamente o que a GM chinesa está projetando para vender naquele importante mercado.

Ainda não foi apresentado o outro modelo a ser fabricado do novo Monza 2019, com motor 1.0 turbo e com 125 cv. Isso significa potência superior ao Cobalt fabricado no Brasil, que na versão 1.4 aspirado chega a 106 cv, enquanto o 1.8 também aspirado chega a 111 cv. Ou seja, o carro chinês é mesmo bastante nervoso.

Ainda faltam muitas informações

Como ainda não foram divulgados mais números de desempenho do novo Monza 2019 na China, não há como fazer a comparação com o modelos médios que temos aqui no Brasil. O Cruze 1.4, por exemplo, alcança os 100 km por hora em apenas 8,8 segundos, enquanto o Cobalt 1.8 precisa de 10,3 segundos para chegar aos mesmos 100 km por hora.

Esse visual mais esportivo da versão RS apresentada, ainda mais em vermelho, pode revelar mesmo que o carro chinês vem para disputar o mercado dos esportivos por lá. A frente é agressiva, com um logo da GM em preto e a grade grande, com uma parte maior abaixo do logo e outra menor, englobando os faróis, logo acima do logotipo da fábrica.

Por lá, uma versão mais esportiva

Tanto as lanternas, nas laterais e acima do logo, junto ao capô e integrando a parte superior da grade, são em LED, e numa tonalidade escura, o que completa o ar agressivo e esportivo do novo Monza 2019. Também os retrovisores seguem essa cor escura, tudo completando-se com as rodas em liga de 17 polegadas, também bem escuras.

A versão também trouxe teto solar, que realça essa versão esportiva. No Brasil, apenas a versão do Cruze hatch traz como opcional o teto solar. Como ainda são poucas as informações sobre o novo Monza 2019 a partir da China, não é mesmo possível antecipar se ele pode vir a ser vendido aqui no Brasil. A GM brasileira não fez nenhum comentário, mas sabe-se que anda preocupada com as vendas nesse segmento dos médios. As vendas internas do Cruze não foram expressivas ano passado.

Novo Monza 2019

Dificuldades para entrar no mercado

Apenas os modelos sedãs compactos do marcado têm vendido bem. Neste segmento, o Prisma é líder bem à frente da concorrência, pelo menos o ano passado. Já os sedãs médios têm sofrido com o mercado. Neste segmento, apenas o Corolla, da Toyota, e o Civic, da Honda, continuam vendendo bem, enquanto Cruze, o Volkswagen Jetta e o Nissan Sentra empacaram nas revendedoras.

E, aqui no Brasil, o novo Monza 2019 encontraria alguma dificuldade para encaixar-se nos preços dos veículos da própria marca. Ou seja, teria que ficar entre os R$ 67.490 e R$ 77.890 das versões do Cobalt e os R$ 97.790 e R$ 109.840 das do Cruze.

Sofisticação com bancos em couro

Isso significa que, se vier a ser vendido no Brasil, o novo Monza 2019 não será muito barato e a própria General Motors encontraria dificuldades para situá-lo entre os modelos que dispõe para o mercado brasileiro. Os dois modelos chineses, tanto na versão 1.0 ou 1.3, vêm equipados com câmbios que podem ser tanto manual quando automático com dupla embreagem e seis marchas.

O painel interno é bastante moderno, com visual também agradável e bonito. O quadro traz instrumentos digitais configuráveis, com bancos revestidos em couro e ar condicionado automático.

Um outro carro, mas que apaixona

O velho Monza reinou no Brasil nas décadas de 80 e 90. O último carro saiu da fábrica de São Caetano do Sul em 21 de agosto de 1996, para consternação de uma grande legião de fãs. Ao deixar de ser comercializado, as vendas do Monza ainda eram muito boas, mas, a fábrica precisava de modelos tecnologicamente mais avançados.

Por isso que o novo Monza 2019 chega ao mercado chinês cercado de muita expectativa, mesmo que vá enfrentar acirrada concorrência de modelos como o Jetta, da Vokswagem, e o Corolla, da Toyota. Embora seja outro carro, bem diferente daquele dos anos 80 ou 90, inclusive sobre outra plataforma, a marca Monza continua muito forte e vai despertar aquele ‘uau’, mesmo à distância. Será que um novo Chevette pode pintar também por lá?

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