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Patinete elétrico para você chegar mais rápido a qualquer lugar

O patinete elétrico, ou scooter, está se tornando popular em vários países, inclusive no Brasil. Saiba um pouco mais sobre esse novo meio de locomoção que vem ganhando mais adeptos a cada ano.

A bike tem se tornado nos últimos anos uma alternativa de transporte para várias pessoas irem ao trabalho, escola e mesmo fazer um tour pela cidade e ganha a cada dia mais e mais adeptos principalmente nas cidades grandes onde o transito geralmente é caótico.

Paralelamente a isso, o patinete elétrico vem ganhando força no mercado por tratar-se de um meio de transporte rápido, prático e ecologicamente correto por serem menos poluentes do que um carro ou uma moto.

Compartilhamento de patinete elétrico

Assim como o compartilhamento de bike tem se multiplicado nas grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, chegou a hora do compartilhamento dos patinetes elétricos, também chamados de e-scooters, tornar-se o mais recente fenômeno da mobilidade urbana, chamado de micro mobilidade.

O sistema, introduzido pela Bird, nos Estados Unidos, vem se espalhando rapidamente pelo mundo e, aqui no Brasil, já é oferecido pela Yellow, por exemplo, que atua nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e, pela Scoo que disponibiliza os patinetes próximos as principais ciclovias de São Paulo.

Rapidez e praticidade

O uso do patinete elétrico é perfeito para percorrer curtas distâncias, ou até mesmo complementá-las, por exemplo, entre uma estação e outra do metrô. Um ponto a se destacar nesse meio de transporte é que ele não requer nenhum esforço físico, nem tão pouco equipamentos especiais, como capacetes, no caso das bicicletas.

As três principais startups

Vamos conhecer o que as três principais startups têm a oferecer nessa nova modalidade de locomoção?

Ride

A Ride, uma das principais startups, já disponibiliza patinetes elétricos em alguns pontos da cidade de São Paulo para o público de uma forma geral. A empresa oferece o compartilhamento de patinetes por meio de aplicativo, onde é possível localizar os patinetes mais próximos e desbloqueá-los.

Os custos, ainda em fase de testes são de R$ 0,50 por minuto, com preço de desbloqueio e ativação de R$ 2,50. A empresa adota o modelo dockless, ou seja, não exige estações físicas para retirada ou entrega do patinete. Porém, o aplicativo recomenda locais para que o usuário deixe o patinete, como, por exemplo, em bicicletários e paraciclos.

Yellow

Já a startup Yellow é mais ousada e promete explorar as duas frentes: o compartilhamento de bicicletas e patinetes. A empresa já oferece um serviço de compartilhamento de bikes via aplicativo, adotando o modelo dockless sem nenhuma restrição, ou seja, o usuário poderá deixar a bicicleta em qualquer lugar público que admita o estacionamento de veículos de uma maneira geral. O custo é de R$ 1 a cada 15 min.

Através de seu site e de suas redes sociais, a Yellow também admitiu que oferecerá o compartilhamento de patinete elétrico via aplicativo. A ideia da empresa é oferecer os dois serviços simultaneamente, onde o usuário poderá escolher tanto o patinete quanto a bicicleta.

Alguns testes já vêm sendo realizados, mas com um grupo restrito de usuários. Quanto aos custos, a empresa poderá cobrar, quando a modalidade for lançada oficialmente, R$ 1 para cada 5 mim de uso e em torno de R$ 4 para desbloqueio e ativação do patinete.

Scoo

Os testes iniciais da Scoo também vêm sendo realizados na cidade de São Paulo e o serviço pode ser encontrado no Parque do Ibirapuera, Avenida Faria Lima e Avenida Paulista, mas a startup pretende estender seus serviços por toda a cidade.

O compartilhamento do patinete elétrico também é feito pelo aplicativo e seu custo de desbloqueio e ativação é de R$ 1, com direito a 4 min de uso, e R$ 0,25 para cada minuto adicional. Quanto ao seu estacionamento, a empresa já é bem mais exigente que a Yellow e a Ride.

O usuário deverá deixar o patinete nos locais indicados pelo aplicativo do serviço. Para uma maior cobertura, a empresa pretende fechar parcerias com vários estabelecimentos comerciais, por exemplo, para que eles possam ser estacionados.

Patinete elétrico

Regulamentação do compartilhamento de patinetes elétricos

Assim como ocorreu com a Bird nos Estados Unidos, as startups envolvidas no serviço de compartilhamento de patinetes elétricos no Brasil, se deparam com o mesmo problema: a regulamentação do serviço.

De acordo com declarações da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes do Estado de São Paulo, não há uma regulamentação vigente para serviços de compartilhamento de patinetes elétricos na cidade.

A Prefeitura da cidade de São Paulo permite o uso de patinetes em ciclovias e ciclofaixas, com velocidade máxima de 20 km/h, e em calçadas, com velocidade máxima de 6 km/h. Mas, recentemente, a Prefeitura manifestou-se e quer restringir o uso de patinetes apenas  as ciclovias e ciclofaixas, bem como reduzir a sua velocidade máxima, e proibi-lo nas calçadas.

Estacionamento ou estação

Outro ponto fundamental e que é alvo da Prefeitura da cidade São Paulo são os estacionamentos ou estações instalados em supostos locais particulares. As startups alegam que as estações pertencem a elas, ao comércio e as bancas de jornal, umas de suas maiores parceiras.

Entretanto, a Prefeitura já encontrou várias irregularidades, como, por exemplo, no que diz respeito às bancas de jornal, que, de acordo com ela, o seu uso restringe-se ao espaço físico da própria banca, e não se alonga para as laterais.

Inclusive, a Prefeitura já chegou a recolher patinetes estacionados em bancas e calçadas por estarem atrapalhando a circulação dos pedestres alegando, também, que as empresas não podem utilizar as calçadas como estacionamentos.

Juntamente com as startups, a Prefeitura vem estudando a possibilidade de destinar a vaga de Zona Azul, abrigo de ônibus e bancas de jornal para a retirada e entrega dos patinetes. Entretanto, para ocupar esses locais, as empresas precisaram de uma autorização municipal como as concedidas aos vendedores que ocupam o espaço público, como ambulantes, por exemplo, o TPU (Termo de Permissão de Uso).

De uma maneira geral, as startups têm grandes desafios a serem encarados, sem falar sobre talvez o que seja o maior deles: o risco de roubos e vandalismo, da mesma maneira que ocorre com o serviço de compartilhamento de bike.

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