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Como funciona Zona Azul? Saiba tudo aqui!

É comum que haja um regulamento para estacionar em ruas de áreas comercias das grandes cidades. Isso acontece por que nesses locais há grande demanda por vagas para estacionar, e uma maneira encontrada que permite a todos estacionar seus veículos, é a rotatividades através da Zona Azul. Mas você sabe como funciona a Zona Azul?

Embora para algumas pessoas seja um transtorno, grande parte da população vê nas Zonas Azuis uma solução viável que permite uma rotatividade por vagas nas ruas, para que todos os veículos possam “ter sua vez” de estacionar.

O que é Zona Azul?

A Zona Azul, também conhecido como estacionamento rotativo, nada mais é do que uma regulamentação para que seu veículo possa estacionar em determinado local de grande fluxo e demanda de carros por um período de no máximo duas horas.

As regras para a utilização desses espaços, sinalizados no chão junto ao meio-fio, são simples e exigem apenas um pagamento de uma tarifa para que o veículo tenha autorização para ficar estacionado naquele local durante o período requisitado.

No inciso VI do artigo 2° na resolução N° 302/2008 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), responsável pela regulamentação das áreas específicas de estacionamento de veículos, consta:

“Art.2º Para efeito desta Resolução são definidas as seguintes áreas de estacionamentos específicos:

(…)

VI – Área de estacionamento rotativo é a parte da via sinalizada para o estacionamento de veículos, gratuito ou pago, regulamentado para um período determinado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.”

A intenção de como funciona a Zona Azul não é de arrecadação de dinheiro com estacionamento tarifado nas ruas das cidades, mas sim de impossibilitar que um único veículo permaneça na mesma vaga por um longo intervalo de tempo.

Dessa maneira, o principal ponto a ser tratado por essa determinação é limitar o tempo de cada carro nas vagas que são mais disputadas nos grandes centros. Assim que o tempo acabar, o condutor precisa retirar seu veículo do local, liberando a vaga para um novo veículo.

Se quiser parar em uma dessas vagas o motorista precisa desembolsar R$ 5 reais para permanência de até duas horas. Caso queira comprar um conjunto de 10 Cartões, o motorista paga R$ 45 reais, tendo um benefício de 10% de desconto.

Zona Azul

Como funciona a Zona Azul se eu estacionar indevidamente?

Em qualquer rua da cidade que você avistar uma placa com os dizeres “Obrigatório o Cartão Azul”, fique atento a suas indicações referentes aos horários de regulamentação obrigatória para o veículo estacionado para não ser surpreendido.

Estacionar em uma Zona Azul sem pagar a tarifa é uma infração grave. Uma multa por estacionamento irregular é de R$ 127,69, além de somar 5 pontos na carteira de habilitação, e podendo ter o veículo guinchado em algumas situações.

Veja também – Quilometragem adulterada: dicas para não ser enganado

Como funciona a Zona Azul para idosos e deficientes físicos?

Assim como existem vagas sinalizadas e direcionadas para veículos conduzidos por idosos, ou que os transportem, também há uma autorização especial para a Zona Azul em vias e logradouros públicos de vagas destinadas exclusivamente para essa população.

Seguindo as mesmas regras para o uso dos estacionamentos rotativos, os idosos ou deficientes físicos que quiserem aproveitar desse benefício precisam apenas possuir um cartão exclusivo da CET. Somente os veículos cadastrados e sinalizados com essa certificação poderão estacionar nessas vagas especiais.

Tecnologia a favor do estacionamento rotativo

Desde 1975 para estacionar nessas áreas era preciso comparar um talão ou ticket encontrados em pontos de venda credenciados pelo órgão regulamentador de trânsito da cidade. Hoje em dia o que mais precisamos é tempo, pois cada minuto que conseguimos economizar com smartphones e aplicativos faz muita diferença. E para auxiliar ainda mais nessa correria do dia a dia, a CET lançou em 2016 a Zona Azul digital.

Como funciona a Zona Azul Digital?

Pelo seu smartphone você pode acessar o site da CET e escolher um dos aplicativos licenciados, faz o download, preenche um cadastramento com seus dados e os do veículo e estará pronto para ativar o cartão.

Entre as opções de compra do Cartão Azul Digital estão a individual ou em quantidades maiores, para poder utilizar mais tarde. O pagamento deve ser realizado através de cartões de crédito, de débito ou boleto bancário. Após esses procedimentos basta ativar o cartão com a placa do seu carro.

Através do aplicativo é permitido acompanhar o tempo restante que ainda tem de limite de estacionamento, além de receber um alerta antes da expiração do prazo, solicitando nova ativação caso esteja dentro do limite de tempo permitido. Do mesmo modo é possível conferir saldo, extrato de aquisição e ativação do cartão azul digital.

Hoje já são mais de 10 opções diferentes de aplicativos que podem ser encontrados para o uso do estacionamento rotativo nos grandes centros.

E não é apenas para os motoristas que a Zona Azul trouxe mudanças. A fiscalização agora ficou mais moderna e também é feita pelo celular do agente de trânsito. Um sistema desenvolvido pela CET chamado de FISCATI, é um aplicativo que permite ao agente de trânsito fazer as consultas de todas as ativações dos Cartões Azuis Digitais.

Com a Zona Azul Digital a intenção é diminuir o número de autuações indevidas, mantendo o registro de todas as ocorrências para eventuais apurações de multas.

Veja também – Drivvo: Aplicativo de controle de gastos do veículo

Zona Azul

Os benefícios de usar o Cartão Azul Digital

  • Pagar o valor oficial da taxa;
  • Economia de tempo;
  • Não necessita mais de caneta para preencher os cartões de papel;
  • Dispensável guardar o recibo de pagamento dentro do veículo;

Fim das fraudes

Além da praticidade de comprar créditos pelo celular esse novo sistema também vem auxiliando as prefeituras na arrecadação de dinheiro. Com o sistema de talões e tickets, utilizados só em São Paulo há mais de 40 anos, a prefeitura fez uma estimativa, somente entre 2012 e 2015, de mais de 50 milhões de reais que deixou de arrecadar graças as fraudes envolvendo guardadores de carros.

Também conhecidos como “flanelinhas” na grande São Paulo, a prática consistia em adulterar, lavar ou reaproveitam esses tickets.

Para os saudosistas, se você não quer usar aplicativos ainda é possível encontrar alguns pontos de venda com os cartões de papel e tickets. Porém eles são mais modernos e diferentes dos anteriores.

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