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Volkswagen SP2: Um esportivo totalmente brasileiro

Inteiramente fabricado no Brasil, o VW SP2 foi o primeiro da montadora a ser pensado no zero em terras brasileiras. Surpreendentemente, para a época, o modelo resultante foi extremamente moderno e interessante. O sucesso comercial não foi tão alto, com pouco mais de dez mil vendas em um período de quatro anos.

Pudera: apenas dois lugares em um esportivo que ganhava vida logo após a crise do petróleo não tinha o apelo racional necessário para a sobrevivência de um modelo. Isso tudo, é claro, sem contar com o preconceito de uma produção totalmente nacional.

Menos raro que o SP1, o VW SP2 possui nome de atualização de sistema operacional, o que de certa forma é adequado. O modelo substituiu a versão anterior com algumas melhorias. Por fora, eram dois veículos praticamente idênticos, que somavam uma série de diferenças em seu exterior.

Saiba tudo sobre o VW SP2, este esportivo icônico da década de 1970:

Tão esportivo quanto possível

Criado com a pseudônimo de Projeto X durante o desenvolvimento – e sabe-se lá quantos Projetos X o Brasil teve no passado – a ideia era oferecer um esportivo. De fato este foi o resultado final, mas muito mais em aparência do que no sangue propriamente dito.

Com um motor de pouco mais de 1600 cilindradas e a capacidade máxima de produzir 75 cavalos de potência, os números não estavam nada perto de serem fenomenais. Na verdade, era necessários 13 segundos para sair do zero aos cem por hora.

Não é exatamente uma marca que se entende como esportiva, mas apenas dois lugares para passageiros e um desenho bastante moderno para a época justificavam o apelo.

Acabamento de qualidade

O acabamento acabava por chamar a atenção no VW SP2, especialmente com seus acertos em comparação à versão anterior. Os bancos de couro nos dois lugares e o material de bom gosto chamava a atenção.

Parecia haver, no desenvolvimento, certa dificuldade de se compreender o que era a modernidade. Para quem desenvolveu o veículo, modernidade parece ser uma coisa expressa em marcadores analógicos, relógios e botões. O VW SP2, por si só, apresente seis no console.

Dois, um velocímetro e um conta-giros, ficam sob o volante. Outros quatro menores distribuem-se no meio do painel. Os mostradores continham nível de combustível, relógio, amperímetro e marcador de temperatura do motor. Nada que não pudesse estar no painel do motorista, mas pareceu uma boa ideia na época.

Valorizados nas transformações

O sucesso moderado era aumentado entre os gearheads da época. Isso gera, é claro, uma maior presenta de VW SP2 modificados ou envenenados nos dias atuais. Raro mesmo é encontrar uma SP2 original.

Mais raro ainda é encontrar um SP1 que não tenha sido convertido do modo mais falso possível a VW SP2. Por serem visualmente muito parecidos, era comum que os donos simplesmente trocassem o nome estampado na carroceria. Assim, transformava-se SP1 em SP2 e estava tudo resolvido.

Obviamente, o motor possuía diferenças, assim como diversos detalhes no acabamento interno. Como os carros não eram muito conhecidos do mercado, no entanto, muitos vezes o “crime” passava sem suspeita.

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