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Troca com troco: vale a pena?

A modalidade de troca de veículos chamada de troca com troco é cada vez mais popular no Brasil – sobretudo após a recente crise financeira. A proposta é bastante atrativa para quem precisa de dinheiro com uma certa urgência, o que acaba fazendo as pessoas recorrerem ao serviço mesmo sem saber se ele realmente vale a pena.

A verdade, no entanto, é que muitas vezes essa não é a solução financeiramente mais interessante, e é necessário dar atenção a alguns pontos fundamentais da transação para ter certeza de que você não está perdendo dinheiro em função da urgência da compra.

Troca com troco

Confira algumas dicas e cuidados essenciais para utilizar o método troca com troco sem ser enganado ou acabar com um negócio muito pior do que o que você poderia obter:

O que é o troca com troco?

Troca com troco é o nome dado à modalidade de compra e venda de veículos na qual o cliente vende seu carro – de maior valor – e, em troca, recebe um carro mais barato junto à diferença em dinheiro vivo, que permite obter valores de forma razoavelmente ágil, sem a necessidade de recorrer a um empréstimo.

Nos últimos anos, estima-se que essa modalidade de serviço tenha crescido em quase 20% frente aos anos anteriores. Para muitas pessoas, a ideia de não tem a cobrança de juros ou dívidas posteriores oferece um conforto psicológico significativo – mas essa não necessariamente é a realidade.

Vale a pena?

Embora a ausência de juros e dívidas seja uma grande vantagem, a troca com troco só vale a pena quando seus custos de implementação não são tão altos. Muitas vezes, o deságio acaba sendo muito alto, e nem mesmo é percebido pelo cliente.

Neste caso, o deságio é a quantidade de dinheiro perdida nos processos de desvalorização do veículo que você está vendendo e de supervalorização no veículo que você está comprando. A troca só é benéfica se o deságio em questão for menos prejudicial que a incidência de juros sobre um eventual empréstimo ou financiamento.

Quais são os principais cuidados necessários?

Entre os principais cuidados necessários para não fazer um negócio ruim, os valores atribuídos aos veículos costumam ser os principais problemas. Como você não lida com a transação diretamente – apenas com o veículo final e com o troco – é normal aceitar valores que normalmente não aceitaria.

Durante essa transação, é possível que você receba um valor baixo demais por seu carro atual, e pague um valor alto demais pelo outro carro, reduzindo muito o dinheiro que sobra para você após a transação.

Ao analisar a proposta, você deve avaliar cada transação individualmente, conferindo se os valores propostos são coerentes para os veículos e o dinheiro que estão entrando no negócio realizado.

Há alternativas?

Com um pouco de planejamento e capacidade de negociação, é provável que fazer os procedimentos de venda e compra separadamente sejam mais interessantes que recorrer à modalidade troca com troco.

Significa dizer que vender o carro de forma particular e adquirir outro de menor valor para ficar com o troco, tende a ser mais benéfico para você do que simplesmente deixar tudo na mãe de uma instituição.

Como mencionado anteriormente, é possível que o custo de recorrer ao “Troca com troco” seja de mais de 15% do valor de mercado do veículo original – dinheiro que certamente é bem vindo na hora de fazer a troca.

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