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Toyota Mirai: o futuro movido a hidrogênio

O Toyota Mirai é um dos primeiros carros movidos a hidrogênio que deve ser lançado no mercado mundial. Mirai significa “futuro” em japonês e deixa claro qual é o plano da fabricante em relação ao uso de fontes alternativas de energia.

Neste caso, é o hidrogênio, que possui o benefício de poder ser vendido na forma pressurizada em postos de combustível. Isso significa que o “tanque” pode ser enchido em questão de segundos, diferentemente do que ocorre com outros elétricos, que levam horas para carregar.

Elétrico a hidrogênio

Foto: Toyota/Divulgação
Foto: Toyota/Divulgação

O Toyota Mirai é um elétrico, mas ao contrário de modelos que são carregados, ele gera a eletricidade ao misturar hidrogênio e oxigênio, armazenando a energia nas baterias, que irão suprir o motor normalmente, como qualquer outro elétrico.

A emissão de gases depois do processo? Apenas água.

Tamanho e desempenho

O Toyota Mirai é um sedã de quatro lugares, com dimensões semelhantes a um Passat da VW. Isso significa que a equipe de engenharia deve ter suado bastante para fazer todo o sistema caber no carro, ao invés de simplesmente optar por uma SUV, como foi o caso da Hyundai com o seu ix35 FCV.

O motor elétrico fornece cerca de 152 cavalos de potência e 335 Nm de torque (por algum motivo, carros elétricos preferem adotar o sistema internacional para anunciar seu torque). Apesar dos bons números, o carro é pesado: 1.850 quilogramas, no total.

Na performance, ele não faz feio, levando cerca de 9,6 segundos entre zero e 100 km/h, atingindo a velocidade máxima de 178 km/h. Podem não ser números impressionantes para carros convencionais, mas é realmente louvável no mercado de elétricos. Com o bom torque, aliás, o carro apresenta um desempenho potencialmente ótimo para o uso regular.

Toyota Mirai: Traseira do carro
Foto: Toyota/Divulgação

Teste de direção e interior

O peso, no entanto, preocupa. Quem testou o modelo, afirma que não é um carro ruim de ser conduzido, mas que o Toyota Mirai definitivamente apresenta seu peso durante a direção. É um carro certamente feito para uso urbano e na estrada, não sendo pensado em estradas complicadas de interior, onde este peso poderia ser um problema real.

Outro fator que chama a atenção é o som quase inexistente da célula de combustível, que gera um silêncio poético dentro da cabine do Toyota Mirai. Com assentos confortáveis e individuais, todos os bancos são aquecidos. Como não possui assento central na fileira de trás, há bastante espaço para todos os quatro ocupantes que eventualmente estiverem dentro do veículo.

Como é de se esperar, a tecnologia interna passa uma ótima impressão, com um belo console central com interface de toque, somada a botões. Não se sabe, ainda, se este será o sistema utilizado quando, de fato, o veículo for comercializado em massa.

Toyota Mirai: Interior do carro
Foto: Toyota/Divulgação

Mercado

Não se sabe se o Toyota Mirai será um produto realmente global (e se eventualmente estará no mercado brasileiro), mas seu posicionamento atual no mercado inglês é bastante questionado.

Tirando o fato de ser movido a hidrogênio, ele não oferece nenhum grande diferencial em relação a outros carros do mesmo porte e custa mais do que o dobro do que eles, colocando em risco o discurso da economia financeira com combustível, dependendo da distância percorrida pelo motorista.

Lá, o carro apresenta um preço de 66 mil libras. Se eventualmente chegar ao mercado brasileiro, é de se imaginar que não custe o mesmo que um sedã médio.

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