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Teste de colisão: como é feito?

O teste de colisão é o procedimento responsável por destruir inúmeros carros, e por garantir que você tenha a maior segurança possível, no caso de um acidente. Acidentes em colisões estão entre as principais causas de morte no trânsito. Por isso, a lei brasileira (e na maioria dos outros países ao redor do mundo) exige padrões mínimos de segurança nestas situações.

Para isso, é necessário realizar testes em carros e em bonecos de teste. Isso garante analisar os efeitos de uma batida no veículo e nos possíveis ocupantes do carro durante o teste de colisão. Embora a tecnologia possa parecer um pouco exagerada, ela é essencial para o desenvolvimento de veículos cada vez mais seguros.

Entenda como funciona um teste de colisão, como são os manequins de teste e como são medidos os resultados:

Manequins de teste

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Em um teste de colisão, o papel do manequim de teste é simular um ser humano, durante a batida. Além de demonstrar fisicamente o comportamento do corpo, ele coleta uma série de dados e análises que não seriam obtidos nem mesmo por um humano de verdade.

Um boneco de testes é construído por materiais que imitam os tecidos humanos no corpo. A coluna, por exemplo, é construída de forma muito parecida com a coluna humana, para que possa ser avaliada após o acidente.

Além disso, eles são construídos em diferentes tamanhos e gêneros. Isso é necessário para simular a segurança de todas as faixas etárias e gêneros em um teste de colisão. Para coletar os dados, o manequim utiliza três tipos de dispositivos: acelerômetros, sensores de carga e sensores de movimento.

Em busca da “batida perfeita”

Evidentemente, brincar a respeito de acidentes de trânsito não é uma boa ideia. A verdade é que a “colisão ideal” é aquela que simplesmente não acontece. Infelizmente, elas fazem parte do trânsito. Por isso, se um acidente ocorrer, é importante que você tenha a maior quantidade possível de chances de sobreviver.

É para oferecer esta maior chance de sobrevivência que o teste de colisão é realizado: para determinar onde devem ser realizadas melhorias no carro em relação à segurança.

Na prática, sobreviver a um acidente de carro resume-se à cinética. Quando você está em movimento, dentro de um carro, este movimento possui uma certa energia cinética. Quando ocorre um colisão que faz com que você pare, esta energia irá subitamente reduzir para zero.

Para minimizar os riscos de dano, é necessário que a diminuição energética ocorra da forma mais lenta e uniforme possível. Se seu corpo para bruscamente, as chances de danos aos órgãos internos são enormes. Por isso, existem diversos sistemas no carro que auxiliam o corpo a parar de forma menos súbito.

É o caso do funcionamento conjunto entre o cinto de segurança e o airbag, por exemplo. O cinto tende a trancar quando um carro atinge uma barreira de forma imediata – antes da ativação do airbag. Assim, é possível que o próprio cinto absorva parte da energia cinética, antes que a responsabilidade passe a ser do airbag.

Se o cinto ficasse trancado de forma estática, no entanto, ele machucaria você gravemente em menos de um segundo. Por isso, ele é equipado com um sistema que permite que seu corpo avance lentamente em direção ao painel. Desta forma, ele auxilia em uma colisão, em vez de causar mais danos (como ocorria antigamente).

Durante a desaceleração do cinto, o airbag surge para absorver mais de sua energia cinética, garantindo que seu corpo não atinja o painel da carro. Neste caso, dois sistemas utilizaram as informações de um teste de colisão para saber exatamente como agir.

Além disso, a estrutura do seu carro, seu design e diversos outros mecanismos menos visíveis influenciam em sua segurança. Estes dados só podem ser obtidos através do teste de colisão e das informações obtidas pelo manequim.

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