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Palio Weekend 2016: mais ou menos atual

A Palio Weekend 2016 marca a versão atual – o que não significa que seja uma versão atualizada – de um carro que sobrevive há muito tempo no mercado brasileiro, conquistando donos e admiradores por onde passa.

Versátil e espaçosa, a SW da Fiat oferece uma experiência interessante, mas pode sofrer com a falta de cuidado com sua tecnologia e com os novos segmentos que ocupam o mercado.

Confira a avaliação da Palio Weekend 2016 e tire suas dúvidas:

Experiência e confiabilidade

“Quem tem, não reclama”. Este poderia ser o slogan da Palio Weekend 2016. Pensando em termos práticos, aliás, a confiabilidade do público no veículo é um de seus pontos mais fortes, o que dá algum espaço no mercado, frente à concorrência que atualiza-se com frequência maior.

As ruas brasileiras conhecem a SW da Fiat muito melhor do que conhecem o SpaceFox da VW, que – ainda assim – apresenta resultado de vendas melhor do que o italiano. No entanto, quanto trata-se de um veículo que realmente precisa trabalhar, a crítica costuma ser unânime a favor da Weekend (o que não é fácil quando a concorrência é um Volkswagen).

Visual coerente

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Ao olhar para o visual da Palio Weekend 2016, não há nada que pareça fora do comum. Suas linhas são simples, não há nada de muito atual ou inovador, mas é completamente coerente com sua proposta.

Não há nada de errado com o visual, ao contrário disso, dá a impressão de um carro robusto, mesmo que suas dimensões não passem a impressão de quem foi feito para a vida dura.

Há uma polêmica a respeito da utilização de plástico duro ao redor das rodas e pneus, embora – na prática – o material contribua mais com uma impressão de resistência do que de fragilidade. O mesmo ocorreu com a Strada, por exemplo, que conseguiu adaptar-se perfeitamente bem às criticas.

Há, no entanto, um ponto onde seu visual peca de maneira quase dolorosa, que é na janela lateral do bagageiro (o terceiro vidro, de frente para trás). Há algo de mal resolvido e desencaixado entre o vidro e as janelas das portas à frente que dão uma impressão descuidada ao visual do carro, e este é seu ponto mais fraco.

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Tecnologia interna questionável

São quase 80 itens agregados na versão de topo de linha (Palio Weekend 2016 Adventure, com motor 1.8 Flex), segundo o que anuncia a Fiat, a respeito de sua Station Wagon.

A quantidade é boa e inclui uma série de adereços, como GPS integrado central multimídia, sensor de estacionamento com câmeras de ré, etc. Por outro lado, parece um ótimo pacote de itens adicionais para pouco mais de meia década atrás.

Os velhos displays digitais de fundo laranja da Fiat e o sistema multimídia, que inclui o GPS pouquíssimo prático, marcam presença na Palio Weekend 2016, ignorando completamente as tecnologias recentes que acompanham veículos com valor muito inferior ao seu.

Na versão de câmbio automático, o mesmo Dualogic criticado no Linea de quase sete anos atrás parece marcar presença, demonstrando que este não é um carro preocupado com uma proposta atual.

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Preço e concorrência

É na hora de precificar e comprar que a Palio Weekend 2016 leva desvantagem. Sua versão mais barata gira em torno dos R$ 50 mil, sendo, de forma geral, um pouco mais barata do que as versões concorrentes da Volkswagen.

Por outro lado, todos os seus itens agregam custo final ao preço do carro, ultrapassando os 62 mil reais na versão 1.8 Flex. Ao afastar-se da concorrência direta e considerar outros carros pela mesma faixa de preço, a Palio Weekend 2016 rapidamente torna-se cara e ultrapassada.

O mesmo valor é capaz de adquirir mais volume e tecnologia muito mais atual, inclusive para fins de trabalho, se for a proposta desejada pelo comprador. Além disso, questiona-se a questão de permanência do modelo no mercado, o que deve afetar significativamente seu valor de revenda, caso o modelo seja retirado de linha.

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