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Fusca: a história de um clássico

O Fusca é, provavelmente, um dos carros mais icônicos na história do automobilismo. Ao considerar-se uma lista dos veículos mais relevantes da história, é praticamente impossível que ele não figure entre as primeiras posições, em função de sua importância no processo de popularização dos carros e de criação de um identidade popular muito forte.

No Brasil, sua história não foi diferente. Sendo um carro barato e um dos primeiros modelos globais a realmente funcionarem no mercado brasileiro, em função de suas características e premissas.

Conheça a história do Fusca no Brasil e no mundo e entenda porque ele é tão importante para a indústria automobilística de forma geral:

O Fusca e o governo alemão

fusca-1984

Em meados da década de trinta, quando Hitler assumiu o governo alemão, um de seus objetivos de governo era industrializar a Alemanha, e um dos setores com maior potencial para isso era (como ainda pode ser visto nos dias atuais) o automobilístico.

Para fomentar a área, ele contratou uma equipe de engenharia que pudesse desenvolver um carro barato para o consumidor médio alemão, mas que apresentasse um bom desempenho (capaz de manter uma velocidade média de 100 km/h) e não consumisse uma quantidade excessiva de combustível, uma vez que este era escasso no entre-guerras.

O resultado, nem tão perto do projeto inicialmente esperado pelo ditador, era um pouco mais caro – mas, ainda assim, bastante acessível para o público alemão e era capaz de atingir uma boa performance para a época.

O carro foi chamado de “o carro do povo” ou – em alemão – o Volkswagen, fabricante responsável pelo veículo e por tantos outros que, desde então, passaram a ser assinados pelo típico VW como logo.

fusca-1967

Chegada ao Brasil

No Brasil, o Fusca chegou no ano de 1959, sob o nome de Volkswagen Sedan. Apesar do nome oficial, o carro rapidamente recebeu a carinhoso apelido de Fusca, que só foi reconhecido pela fabricante alemã algumas décadas depois, quando finalmente adotou-o de maneira oficial.

O carro chegava, assim como em seu modelo europeu, com tração e motor traseiros e câmbio manual de quatro marchas mais a ré.  O sucesso no Brasil fez a marca obter uma parcela significativa no mercado, garantindo, para ela, grande autonomia para desenvolver modelos específicos para o país.

Isto significa dizer que o maior responsável pela adaptação da VW ao mercado brasileiro – que rendeu tantos frutos na lista dos mais vendidos, como, por exemplo, o Gol – foi o Fusca, que adaptou-se à proposta de um carro popular rapidamente à primeira onde de industrialização automobilística local.

Sucesso e recordes

O sucesso do Fusca no mercado global pode ser exemplificado através de seus números: em 1955, o já era produzidos mais de mil unidades diárias do modelo – algo inimaginável para o mercado da época – e mais de um milhão de unidades já haviam sido vendidas.

Duas décadas depois, o Fusca tornou-se o veículo mais produzido de todo o planeta, ultrapassando as quinze milhões de unidades que – ao longo de sua história, chegariam quase aos vinte e seis milhões, no total.

O único carro mais vendido do que o Fusca no planeta é seu irmão mais novo, o Golf, que ocupa a posição desde 2002, um ano antes que o último modelo do Volkswagen Sedan fosse produzido, no México.

1 Comentário

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  • tenho um fusca e gostaria de saber se posso retirar os para-choques dele porem colocarei somente o suporte na dianteira e traseira com um jogo de batente original do para-choque na ponta, pergunto pelo fato de que vejo muitos pela interne-te e até na rua, por este fato gostaria de uma resposta correta para não infringir as leis de trânsitos, desde de já agradeço pela atenção, obrigado.

    EM AGUARDO

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