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Ford Belina: conheça a história da perua pioneira no Brasil

Durante muito tempo, a Belina foi sinônimo de perua do povo no Brasil. Lançada em 1970, o veículo foi sucesso imediato e vendeu muito bem até o final da década de 1989.

Moderna, espaçosa e consideravelmente avançada para a época, a perua da Ford tinha o preço acessível e a estabilidade de um carro confiável da época como sua base para auxiliar em seu processo de popularização.

Confira as característica da Ford Belina e os motivos que levaram o carro a ganhar tanto espaço no mercado nacional:

Assinatura da linha Corcel

A Belina era bastante clara em sua proposta: carregava todas as características da linha Corcel da Ford, mantendo seu visual nos detalhes e nas dimensões, mas adicionando a característica de perua ao veículo.

O modelo era tão ligado à sua linha que, quando o Corcel foi substituído pelo Del Rey, a perua adotou o nome de Del Rey Belina, como uma simples função de alinhamento à sua posição estratégica dentro da Ford. Na prática, a troca de nome resumiu-se à alcunha, pois o carro continuou precisamente o mesmo.

Requinte e estilo

Foto: Carplace/Reprodução
Foto: Carplace/Reprodução

A Belina apresentava uma série de vantagens para sua época. Era bonita e mantinha-se atualizada, de acordo com as dinâmicas do mercado. Muito disso ocorria em função de seus carros-base, que disputavam por acompanhar as tendências de mercado.

Além de bela, tinha um valor bastante acessível – e a tecnologia que apresentava era significativamente mais avançada do que a de seus concorrentes. Versões mais luxuosas do modelo traziam, por exemplo, painéis laterais imitando madeira, aos moldes do que acontecia no mercado dos EUA, e deixavam a belina com uma cara muito mais moderna e atualizada.

Foto: Carplace/Reprodução
Foto: Carplace/Reprodução

A Belina II

Oito anos após seu lançamento, em 1978, a perua recebeu uma grande transformação visual – diretamente ligada à modernização da linha Corcel. Ficou mais angulosa, menos arredondada e mais eficiente em relação ao combustível. Na época, este visual passava a impressão de volume para o carro, além de demonstrar um toque mais moderno de abandono dos “vincos arredondados”.

Além disso, a segunda geração da Belina (que não era chamada assim, na época) adicionou uma nova opção de motorização. Além do 1.4, um motor 1.6 com transmissão de cinco marchas entrou no mercado, semelhante ao sistema de propulsão que a Alfa Romeo utilizava no país.

Isso resolveu uma das características que desagradavam na Belina: o motor que nem sempre era suficiente para atividades mais intensas, que já era uma reclamação dos donos desde os tempos de Corcel.

Foto: Carplace/Reprodução
Foto: Carplace/Reprodução

Uma década de tranquilidade

Um dos fatores que tornou a Belina tão presente nas ruas brasileiras era sua tranquilidade no segmento em que estava. Desde 1970, quando foi lançada, até 1983 – quando a VW Parati entrou no mercado – praticamente não haviam carros que fizessem frente à ela.

A perua com mais recursos era a Chevrolet Caravan, mas era mais cara do que a Belina, formando uma categoria superior de veículos. A VW Variant II era ultrapassada em relação à perua da Ford, e a Marajó, da Chevrolet, também não era capaz de fazer frente ou concorrência significativa, especialmente considerando a proposta de seu modelo base.

Breve 4×4

Foto: Carplace/Reprodução
Foto: Carplace/Reprodução

Entre 1985 e 1987, ocorreu a parte mais turbulenta de sua história, que marca a opinião de muitos motoristas antigos a respeito de carros 4×4 até os dias atuais. O lançamento da Belina com tração nas quatro rodas.

Embora parecesse uma ótima opção para o uso intenso do veículo – cuja proposta começava a ser a de um veículo mais robusto e preparado para terrenos difíceis – o sistema apresentou uma série de falhas e problemas que exigiam reparo constante. Por isso, a iniciativa durou apenas dois anos e as vendas da Belina seguiram seu ritmo de quedas (apoiado pelo fracasso do 4×4, mas – sobretudo – em função do sucesso da Parati).

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